sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

The Catcher in the Rye

Morreu aos 91 anos, J. D. Salinger, célebre escritor estadunidense. Que entre outras obras menos conhecidas, publicou em 1951 The Catcher in the Rye. Surpreendentemente, na versão traduzida para o Português, o título foi traduzido corretamente e se chama O Apanhador no Campo de Centeio. É uma das principais obras da literatura moderna, onde um adolescente revoltado, Holden Caulfield, narra uma pequena aventura, que para todos os efeitos não tem nada de épico ou memorável.
Sou da opinião de que para escrever maestral e convincentemente uma narrativa em primeira pessoa, o autor deve partilhar e sentir muito daquilo que sente seu personagem. Mesmo a criatividade e o grande entendimento das diversas variações da alma humana não são páreo para a projeção dos próprios sentimentos em forma descritiva. O estilo de vida avesso à fama e adepto a reclusão de Salinger, a ponto de ser rabugento, o aproxima do rapaz Holden da sua mais conhecida obra. O escritor parece ter seguido um dos desejos de Holden em algum dos seus mil devaneios e/ou resoluções, o ato de construir para si mesmo “a little cabin somewhere with the dough I made and live there for the rest of my life,” isso para evitar “any goddam stupid conversation with anybody.”
Essa é uma passagem interessante do livro, e foi por conhecê-la que tive curiosidade de checar a obra, que é referenciada na série de animação Ghost in the Shell, que sou fã.
"I thought what I'do was. I'd pretend I was one of those deaf-mutes..."
Enfim, não posso dizer que apreciei o livro ou o enredo, as idéias e pensamentos novos dele, que teriam algum efeito sobre mim se eu fosse um jovem dos 50's, já estão fora de tempo. Mas é bom sempre dar uma olhada nos clássicos da literatura mundial. E um dos trechos mais bonitos do livro é o que justifica o seu título.
Enfim, faleceu Salinger, está aqui o registro de minha parte.

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