quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Série: o que eu conseguiria dizer no Twitter
Já que sou prolixo, só venho por meio deste informar que não tenho mais espaço pro resto da informação...
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Publicidade - parte 3
Auto-sabotagem é aplicável a uma campanha publicitária de sucesso. Pelo menos em algum universo paralelo. Talvez efêmero, mas bom enquanto durar. É possível elaborar uma estratégia que a torne renovável com o tempo? Respondendo categoricamente, não sei. Sugestões?
Introduzindo agora um novo conceito, este com um intuito bem mais inocente, unrelated teasing é se aproveitar de um tema de maior interesse do seu público-alvo (idealmente um superconjunto próprio), sem relação com o seu produto, para veicular a notoriedade do tema chave ao seu peixe. A exibição de conteúdo não relacionado serve para atiçar a primeira atenção do indivíduo, que, interessado, voltará sua concentração para aquele conteúdo e passa a consumir o SEU conteúdo publicitário que estará de alguma forma inserido ao redor daquele. Bem simples, aparentemente efetivo.
Fazendo o papel de autocrítica, mostrando capacidade de auto-reflexão e falta de hipocrisia. Há um problema nisso tudo: espaço para anunciar custa caro. Dedicar parte do seu espaço para unrelated content, e ainda correndo o risco de não ser visto ao redor dele, parece um pouco um tiro no próprio pé. O direcionamento mais eficiente ao conteúdo adjacente passaria agora a ser uma arte, uma ciência a ser considerada. Mas considerando uma boa taxa de sucesso, você ainda tem um espaço reduzido para se mostrar. Realmente, à primeira vista, você está concorrendo consigo mesmo por notoriedade. Mas se o apelo do unrelated content for realmente forte, a perda pode ser compensada. Muitas vezes, independente de quão bom seu produto é, um anúncio só mostrando ele não chamaria a atenção tanto quanto um tema mais interessante para o público geral.
No fim das contas, uma análise de viabilidade e risco refutaria, como tem refutado até hoje, o uso prático de estratégias ousadas e, por assim dizer, exóticas em campanhas publicitárias. Isso se estende pra diversas áreas, há sempre esse tipo de resistência a mudanças no consolidado. Estou confessando que propus essas novas idéias mais como uma expressão de insatisfação com a situação atual e engessada da área. Tudo a mesma coisa. Seguindo a máxima do "se está reclamando, faz melhor", elaborei algumas teorias, propus soluções. São ponderáveis? Talvez não. Mas acho importante que se ocupem as mentes das pessoas para pensarem em soluções pras coisas que estão erradas. Mas ninguém aí mais sente que há algo errado? E não é se restringindo a algum ramo específico.
Introduzindo agora um novo conceito, este com um intuito bem mais inocente, unrelated teasing é se aproveitar de um tema de maior interesse do seu público-alvo (idealmente um superconjunto próprio), sem relação com o seu produto, para veicular a notoriedade do tema chave ao seu peixe. A exibição de conteúdo não relacionado serve para atiçar a primeira atenção do indivíduo, que, interessado, voltará sua concentração para aquele conteúdo e passa a consumir o SEU conteúdo publicitário que estará de alguma forma inserido ao redor daquele. Bem simples, aparentemente efetivo.
Fazendo o papel de autocrítica, mostrando capacidade de auto-reflexão e falta de hipocrisia. Há um problema nisso tudo: espaço para anunciar custa caro. Dedicar parte do seu espaço para unrelated content, e ainda correndo o risco de não ser visto ao redor dele, parece um pouco um tiro no próprio pé. O direcionamento mais eficiente ao conteúdo adjacente passaria agora a ser uma arte, uma ciência a ser considerada. Mas considerando uma boa taxa de sucesso, você ainda tem um espaço reduzido para se mostrar. Realmente, à primeira vista, você está concorrendo consigo mesmo por notoriedade. Mas se o apelo do unrelated content for realmente forte, a perda pode ser compensada. Muitas vezes, independente de quão bom seu produto é, um anúncio só mostrando ele não chamaria a atenção tanto quanto um tema mais interessante para o público geral.
No fim das contas, uma análise de viabilidade e risco refutaria, como tem refutado até hoje, o uso prático de estratégias ousadas e, por assim dizer, exóticas em campanhas publicitárias. Isso se estende pra diversas áreas, há sempre esse tipo de resistência a mudanças no consolidado. Estou confessando que propus essas novas idéias mais como uma expressão de insatisfação com a situação atual e engessada da área. Tudo a mesma coisa. Seguindo a máxima do "se está reclamando, faz melhor", elaborei algumas teorias, propus soluções. São ponderáveis? Talvez não. Mas acho importante que se ocupem as mentes das pessoas para pensarem em soluções pras coisas que estão erradas. Mas ninguém aí mais sente que há algo errado? E não é se restringindo a algum ramo específico.
domingo, 20 de setembro de 2009
Publicidade - parte 2
É fantástico de como as pessoas procurar prestar satisfação às outras do que elas consomem. Quero dizer, muitas vezes consumimos determinado bem de uma determinada marca para ostentar uma imagem perante os pares. Às vezes para não parecer tolo, às vezes para lubrificação social. O fato é que as pessoas sentem que há uma cobrança sobre a qualidade do que se tem e qualidade é associada à imagem. Duas perguntas. De onde parte a cobrança? E será que as pessoas se importam mesmo com a imagem ou a própria cobrança, onipresente e sem origem certa, que os faz cobrarem transitivamente?
Mudando de assunto. Como eu falava num texto anterior, autopromoção, diferente de divulgação, não é um requisito estritamente necessário da publicidade. Pausa para apedrejamento. Tomando a próprio benefício o simpático e envolvente apelo do sarcasmo, é possível direcionar para certos grupos, públicos-alvos, de maneira eficiente uma propaganda bem sucedida à base de auto-rebaixamento. Falar mal de si propriamente. A campanha teria a primeiro momento, uma grande visibilidade pelo seu cunho desafiador e quebra de paradigma. Direcionada a um público-alvo capaz o suficiente para detecção da ironia do conteúdo, seria um sucesso pelas duas razões já citadas: a elogiabilidade do uso do sarcasmo como forma de obtenção de afeição e a notabilidade decorrente da ousadia do empreendimento.
No entanto, essa estratégia, da maneira que se apresenta, está fadada à banalização, porque logo ela seria notada por outras equipes publicitárias não-pioneiras, perderia a força da ousadia que lhe caracterizava e viveria portanto do moderno apelo emocional da ironia e sarcamo, que por fim se banalizaria. Qual o sentido então de mudar as diretrizes da publicidade com um conceito fadado ao fracasso em curto prazo? Nenhum, eu diria. Nada que valesse a pena ser escrito, pelo menos.
Dessa forma, não há merecimento de risco, já que publicidade não é de graça. Ninguém está disposto a pagar por experimentos. No entanto, é possível evoluir a idéia de tal forma que ela se torne viável. Pensarei a respeito, porque tenho que escrever algo conclusivo e concreto sobre o assunto e terá que terminar sendo classificado como merecedor dos textos que lhe foi concedido.
Mas antes de concluir este presente artigo, já defendendo a causa e me contradizendo com o final do penúltimo parágrafo anterior (auto-referência comanda!), muito dinheiro pode ser rendido de campanhas e conceitos passageiros. Haja visto fenômenos da música pop e a Bola Maluca do Gugu. Mesmo com o inevitável final da banalização, o conceito, que passo a chamar agora de Publicidade de Auto-sabotagem, há de render frutos suficientes para suplantar por muito o investimento no experimento.
Em uma postagem futura, tocarei novamente na auto-sabotagem, e introduzirei o unrelated teasing.
Mudando de assunto. Como eu falava num texto anterior, autopromoção, diferente de divulgação, não é um requisito estritamente necessário da publicidade. Pausa para apedrejamento. Tomando a próprio benefício o simpático e envolvente apelo do sarcasmo, é possível direcionar para certos grupos, públicos-alvos, de maneira eficiente uma propaganda bem sucedida à base de auto-rebaixamento. Falar mal de si propriamente. A campanha teria a primeiro momento, uma grande visibilidade pelo seu cunho desafiador e quebra de paradigma. Direcionada a um público-alvo capaz o suficiente para detecção da ironia do conteúdo, seria um sucesso pelas duas razões já citadas: a elogiabilidade do uso do sarcasmo como forma de obtenção de afeição e a notabilidade decorrente da ousadia do empreendimento.
No entanto, essa estratégia, da maneira que se apresenta, está fadada à banalização, porque logo ela seria notada por outras equipes publicitárias não-pioneiras, perderia a força da ousadia que lhe caracterizava e viveria portanto do moderno apelo emocional da ironia e sarcamo, que por fim se banalizaria. Qual o sentido então de mudar as diretrizes da publicidade com um conceito fadado ao fracasso em curto prazo? Nenhum, eu diria. Nada que valesse a pena ser escrito, pelo menos.
Dessa forma, não há merecimento de risco, já que publicidade não é de graça. Ninguém está disposto a pagar por experimentos. No entanto, é possível evoluir a idéia de tal forma que ela se torne viável. Pensarei a respeito, porque tenho que escrever algo conclusivo e concreto sobre o assunto e terá que terminar sendo classificado como merecedor dos textos que lhe foi concedido.
Mas antes de concluir este presente artigo, já defendendo a causa e me contradizendo com o final do penúltimo parágrafo anterior (auto-referência comanda!), muito dinheiro pode ser rendido de campanhas e conceitos passageiros. Haja visto fenômenos da música pop e a Bola Maluca do Gugu. Mesmo com o inevitável final da banalização, o conceito, que passo a chamar agora de Publicidade de Auto-sabotagem, há de render frutos suficientes para suplantar por muito o investimento no experimento.
Em uma postagem futura, tocarei novamente na auto-sabotagem, e introduzirei o unrelated teasing.
Classificados
Procura-se líder carismático com disposição a ser ícone da próxima revolução cultural e que tenha afeição a ciência e desenvolvimento humano.
Tratar diretamente comigo. Caso alguém conheça, indique-me. Há um manifesto em construção à espera de um profeta.
Tratar diretamente comigo. Caso alguém conheça, indique-me. Há um manifesto em construção à espera de um profeta.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Publicidade
Eu sustento a opinião que a publicidade é uma entidade cansada. Por mais inovadora, moderna e vanguardista que pareça uma campanha publicitária, ela se baseia nos mesmos preceitos há milhões de anos. Falar bem do que se deseja vender e se fazer notado. Uns perguntarão "sim, mas qual é o problema?". Possivelmente nenhum. Eu simplesmente estou cansado da mesma coisa. A questão me parece tão notável que não passou desapercebida.Enquanto eu não discordo de que uma campanha publicitária deva atingir de fato um nível de notabilidade. No entanto, chego pedantemente a discordar da autopromoção como mecanismo básico ou vital de uma campanha de sucesso. Pedantemente porque não sou da profissional, atuante ou simpatizante da área, mas sim um entusiasta da descrição de sistemas. É preciso também atentar para a diferença de conceitos entre divulgação e autopromoção, onde a primeira se refere ao fazer ouvir-se e a segunda ao realçar as próprias qualidades. Me referi portanto somente a falta de modéstia daqueles que anunciam.
A autopromoção, por assim dizer, sempre me soou como a coisa mais cínica do mundo, mas de fato ela funciona. Para muitos casos sim, já para outros, é questionável. Se eu vejo a propaganda de um tênis na TV, eu escuto eles dizendo o mesmo discurso "esse aqui é o melhor". O nome da marca ficará gravado na minha mente e eu lembrarei dela quando for comprar meu tênis. Obviamente eu vou preferir ela a uma que eu nunca tenha ouvido falar, assim que a mente humana parece funcionar, vai-se entender por que. Eu me conheço o suficiente para detectar, no entanto, que a minha escolha não teve relação alguma com o fato de eles terem se declarado melhores, mas sim com o fato de eu ter ouvido falar da marca. Digo mais até. Você cria involuntariamente uma espécie de laço afetivo a essa entidade. Discorrerei mais tarde sobre o tema e anoto aqui algumas palavras chaves para poder recuperar a linha de raciocínio quando em um próximo texto eu continuar desenvolvendo minha argumentação: prestar satisfação; sarcasmo; publicidade direcionada; grupos sociais; autoflagelação e sugestionabilidade; experimento.
Acompanhem os próximo episódios desta série, você pode ser um dos primeiros a ler sobre a nova Propaganda.
Aproveitando o mesmo espaço físico, mas mudando totalmente de assunto. Sou um defensor do uso correto da língua portuguesa, mas discordo das regras vigentes de colocação de pronomes oblíquos átonos. Acho que são de um péssimo apelo estético. Enquanto uma mesóclise é, às vezes, muito agradável de ser escrita, pronunciada ou lida, em nem todo caso onde ela é obrigatória ela assim o é. O mesmo eu posso dizer sobre a maioria das ênclises, que seriam bem melhor reescritas como próclises, se aproximando da nossa forma de falar. A mensagem é: livre escolha para a colocação do pronome oblíquo átono!
A autopromoção, por assim dizer, sempre me soou como a coisa mais cínica do mundo, mas de fato ela funciona. Para muitos casos sim, já para outros, é questionável. Se eu vejo a propaganda de um tênis na TV, eu escuto eles dizendo o mesmo discurso "esse aqui é o melhor". O nome da marca ficará gravado na minha mente e eu lembrarei dela quando for comprar meu tênis. Obviamente eu vou preferir ela a uma que eu nunca tenha ouvido falar, assim que a mente humana parece funcionar, vai-se entender por que. Eu me conheço o suficiente para detectar, no entanto, que a minha escolha não teve relação alguma com o fato de eles terem se declarado melhores, mas sim com o fato de eu ter ouvido falar da marca. Digo mais até. Você cria involuntariamente uma espécie de laço afetivo a essa entidade. Discorrerei mais tarde sobre o tema e anoto aqui algumas palavras chaves para poder recuperar a linha de raciocínio quando em um próximo texto eu continuar desenvolvendo minha argumentação: prestar satisfação; sarcasmo; publicidade direcionada; grupos sociais; autoflagelação e sugestionabilidade; experimento.
Acompanhem os próximo episódios desta série, você pode ser um dos primeiros a ler sobre a nova Propaganda.
Aproveitando o mesmo espaço físico, mas mudando totalmente de assunto. Sou um defensor do uso correto da língua portuguesa, mas discordo das regras vigentes de colocação de pronomes oblíquos átonos. Acho que são de um péssimo apelo estético. Enquanto uma mesóclise é, às vezes, muito agradável de ser escrita, pronunciada ou lida, em nem todo caso onde ela é obrigatória ela assim o é. O mesmo eu posso dizer sobre a maioria das ênclises, que seriam bem melhor reescritas como próclises, se aproximando da nossa forma de falar. A mensagem é: livre escolha para a colocação do pronome oblíquo átono!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Mesma tecla
Batendo mais uma vez na mesma tecla, eu estava me atualizando hoje depois desse fim de semana e fiquei sabendo da morte recente, aos 95 anos, no sábado dia 12 de setembro, do agrônomo Norman Borlaug. Piadas profissionais à parte, Borlaug era um brilhante pesquisador e humanitário.
Os resultados das suas pesquisas em patologia de plantas e genética foram muito importantes para desenvolver a produção agrícola toda ao redor do mundo. Num mundo pós-guerra, sofrendo o problema da super população e assolado pela fome crescente, suas pesquisas renderam resultados que se estima terem salvo mais de 200 milhões de pessoas (!!!).
Obviamente ele fez mais do que Michael Jackson por todos nós, mas nem por isso dezenas de milhares de pessoas compareceram ao seu velório. Mas assim que é. Enquanto nossas estrelas forem alegorias culturais e não gente que realmente faz a diferença, nossos filhos seguirão por trilhas egoístas onde não ajudarão muito o mundo evoluir. Nossos valores estão equivocados. Nada contra Michael, gosto das músicas dele. Só acho que o mundo deveria parar para chorar também quando uma grande figura científica e humana como Borlaug nos deixa. E também tantos outros que muito realizaram e realizam, mas que não obtiveram o mesmo reconhecimento do nosso Norman, que já não é muito comparado ao que merece.
Eu, portanto, em nome de todos que compartilham uma opinião semelhante a minha, presto homenagens a essa grande figura. E a todos que decidiram tomar o mesmo caminho altruísta e pensamento coletivo. Aqueles verdadeiros merecedores de caminhar sobre tapetes vermelhos.
Os resultados das suas pesquisas em patologia de plantas e genética foram muito importantes para desenvolver a produção agrícola toda ao redor do mundo. Num mundo pós-guerra, sofrendo o problema da super população e assolado pela fome crescente, suas pesquisas renderam resultados que se estima terem salvo mais de 200 milhões de pessoas (!!!).
Obviamente ele fez mais do que Michael Jackson por todos nós, mas nem por isso dezenas de milhares de pessoas compareceram ao seu velório. Mas assim que é. Enquanto nossas estrelas forem alegorias culturais e não gente que realmente faz a diferença, nossos filhos seguirão por trilhas egoístas onde não ajudarão muito o mundo evoluir. Nossos valores estão equivocados. Nada contra Michael, gosto das músicas dele. Só acho que o mundo deveria parar para chorar também quando uma grande figura científica e humana como Borlaug nos deixa. E também tantos outros que muito realizaram e realizam, mas que não obtiveram o mesmo reconhecimento do nosso Norman, que já não é muito comparado ao que merece.
Eu, portanto, em nome de todos que compartilham uma opinião semelhante a minha, presto homenagens a essa grande figura. E a todos que decidiram tomar o mesmo caminho altruísta e pensamento coletivo. Aqueles verdadeiros merecedores de caminhar sobre tapetes vermelhos.
sábado, 12 de setembro de 2009
Versos livres
Só para pagar um promessa
Que eu devo ter feito sob efeito etílico
Dada minha revolta por este tipo de construção
Por não querer dizer nada uma linha abaixo de outra
Escrevo agora esses versos livres.
Ah, alemã, vós me pagais
Mas para respeitar a linguagem poética
Usei de uma metáfora anedótica a sua alcunha.
Outros não entendereis o que digo
Principalmente sob estas silepses,
Mas tal é minha discórdia quanto aos versos
Que não posso escrever sem queixar-me.
Com falta de clareza e desestrutura
Auto-referências e apontador recursivo, eu sigo,
Com figuras de linguagens para me justificar.
Mas como bom experimentador,
Testo minha hipótese a partir de breve,
De que a cada oito palavras que se seguem
Pode se adicionar uma nova linha
A clareza da construção continuaria a mesma
E terei motivo para gabar-me
A partir então do próximo verso então
Escrevo livremente e prosadamente sob tais regras e
Sobre o texto final aplicarei minha teoria e
Com esperança ela se mostrará válida. Ficaria orgulhoso
De ser tão confuso quanto Hofstadter e sua
Lei. Só mais a próxima frase e encerrarei
E por fim o resultado checarei, qual será
O modulo 8 que o derradeiro verso aguarda?
Isso é ironicamente uma dúvida para mim, mas
Uma mera questão de observação para o que
Lêem pacientemente a estes versos livres.
Que eu devo ter feito sob efeito etílico
Dada minha revolta por este tipo de construção
Por não querer dizer nada uma linha abaixo de outra
Escrevo agora esses versos livres.
Ah, alemã, vós me pagais
Mas para respeitar a linguagem poética
Usei de uma metáfora anedótica a sua alcunha.
Outros não entendereis o que digo
Principalmente sob estas silepses,
Mas tal é minha discórdia quanto aos versos
Que não posso escrever sem queixar-me.
Com falta de clareza e desestrutura
Auto-referências e apontador recursivo, eu sigo,
Com figuras de linguagens para me justificar.
Mas como bom experimentador,
Testo minha hipótese a partir de breve,
De que a cada oito palavras que se seguem
Pode se adicionar uma nova linha
A clareza da construção continuaria a mesma
E terei motivo para gabar-me
A partir então do próximo verso então
Escrevo livremente e prosadamente sob tais regras e
Sobre o texto final aplicarei minha teoria e
Com esperança ela se mostrará válida. Ficaria orgulhoso
De ser tão confuso quanto Hofstadter e sua
Lei. Só mais a próxima frase e encerrarei
E por fim o resultado checarei, qual será
O modulo 8 que o derradeiro verso aguarda?
Isso é ironicamente uma dúvida para mim, mas
Uma mera questão de observação para o que
Lêem pacientemente a estes versos livres.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Teimosia e Disparidades (título sugerido)
O poder de uma opinião é muitas vezes tão forte que a avaliação de um critério totalmente relativo é observado com uma convicção de uma verdade absoluta.
Por exemplo, brega-style é horrível. E repare que eu não usei nenhuma construção respeitosa e relativista como "eu acho que brega-style é horrível". Muitos discordarão de mim, mas ainda sim eu não consigo levar uma opinião como essas a sério. Mas esse tipo de música só existe pra me deixar fulo. Obviamente consigo conviver. Caso contrário, eu estaria preso. Provavelmente.
A teimosia com a qual as pessoas defendem suas convicções sob domínios relativos é intrigante. Como alguém pode ser tão ferrenho defensor de algo que não tem absolutamente (pun intended) nenhuma medida?
Um fato interessante é que as pessoas que mais possuem e esbravejam convicções das coisas que elas não podem ter certeza são as que mais são ouvidas e seguidas. Muitas vezes, é claro, as opiniões são díspares, então formamos partidos e damos a eles os sentidos de nossas vidas. Alguém que se apega a uma idéia é, por assim dizer, vantajoso sob os parâmetros daquilo que buscamos aqui. Mesmo as correntes de pensamentos mais absurdas, se defendidas calorosamente, agrupará algum número de indivíduos que abraçam a causa.
Mas voltando às disparidades e partidos. Pessoas apegadas às suas idéias geralmente encontrarão oposição de outras na mesma situação, mas com direcionamento oposto. Isso se deve a incrível diversidade que existe entre todos nós. As brigas e disputas geralmente se dão exatamente por isso. Mas tenho duas observações quanto a isso.
A primeira é que geralmente nos apegamos a causas egoístas, que independente de estarmos corretos ou não, ou se é uma questão mensurável nesse sentido, são causas que nos favorecem. Sem críticas pessoais de minha parte. A segunda é que arrisco dizer que 99,9% da vezes uma briga se trata de um evento com muita teima de cada uma dos lados, mas que nenhum dos lados não tem nada a se basear do que uma ética questionável, algo sem qualquer conclusão absoluta.
Fico feliz porque sinto que voltei ao começo dos meus textos, onde a desestrutura é notável. Nos meus últimos textos eu estava procurando demais e desnecessariamente ser claro.
Por exemplo, brega-style é horrível. E repare que eu não usei nenhuma construção respeitosa e relativista como "eu acho que brega-style é horrível". Muitos discordarão de mim, mas ainda sim eu não consigo levar uma opinião como essas a sério. Mas esse tipo de música só existe pra me deixar fulo. Obviamente consigo conviver. Caso contrário, eu estaria preso. Provavelmente.
A teimosia com a qual as pessoas defendem suas convicções sob domínios relativos é intrigante. Como alguém pode ser tão ferrenho defensor de algo que não tem absolutamente (pun intended) nenhuma medida?
Um fato interessante é que as pessoas que mais possuem e esbravejam convicções das coisas que elas não podem ter certeza são as que mais são ouvidas e seguidas. Muitas vezes, é claro, as opiniões são díspares, então formamos partidos e damos a eles os sentidos de nossas vidas. Alguém que se apega a uma idéia é, por assim dizer, vantajoso sob os parâmetros daquilo que buscamos aqui. Mesmo as correntes de pensamentos mais absurdas, se defendidas calorosamente, agrupará algum número de indivíduos que abraçam a causa.
Mas voltando às disparidades e partidos. Pessoas apegadas às suas idéias geralmente encontrarão oposição de outras na mesma situação, mas com direcionamento oposto. Isso se deve a incrível diversidade que existe entre todos nós. As brigas e disputas geralmente se dão exatamente por isso. Mas tenho duas observações quanto a isso.
A primeira é que geralmente nos apegamos a causas egoístas, que independente de estarmos corretos ou não, ou se é uma questão mensurável nesse sentido, são causas que nos favorecem. Sem críticas pessoais de minha parte. A segunda é que arrisco dizer que 99,9% da vezes uma briga se trata de um evento com muita teima de cada uma dos lados, mas que nenhum dos lados não tem nada a se basear do que uma ética questionável, algo sem qualquer conclusão absoluta.
Fico feliz porque sinto que voltei ao começo dos meus textos, onde a desestrutura é notável. Nos meus últimos textos eu estava procurando demais e desnecessariamente ser claro.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sonhos
Não relativo ao sono, é claro.
Eu costumava e ainda costumo ser saudavelmente sádico. Vou lhes confiar um antigo sonho que eu tinha.
Quando eu tive meus primeiros contatos com Pitágoras e esses outros pensadores da antigüidade, eu percebi como a memória deles sobreviveu depois de todos esse séculos. Comparando com outras figuras milenares que ficaram eternamente famosas pela sodomia (Herodes) ou promoção da violência (Átila), ou pelos dois (Alexandre, o Grande), decidi que a forma mais nobre de ser lembrado por milênios é a produção científica para o bem da humanidade.
Por isso, eu costumava sonhar em ser um cientista e um dia inventar/descobrir algo revolucionário, mas de propósito geral o bastante para dentro de algum tempo virar assunto de ensino médio. Então, um certo aluno preguiçoso, como qualquer um daqueles pertencentes a maioria, na véspera da prova final da última repescagem pra não ser reprovado, sente-se obrigado a finalmente abrir pra dar uma olhada no livro. De repente, ele vê meu nome lá no livro dizendo "Victor Hugo inventou esse negócio...". Então o aluno pragueja para si "Que filho da puta! Inventou essa parada só pra EU estudar". Se eu tivesse a onipresença e pudesse escutar o pensamento dele, eu regozijaria por dentro. Eu haveria chegado ao meu objetivo.
Linda história. Mas me desviei do caminho do meu sonho, já há algum tempo, por duas razões. A primeira é que eu notei que eu não tenho muita vocação pra cientista, pelo menos não do tipo que inventa/descobre algo revolucionário. O segundo é que hoje não existe tanta coisa revolucionária a ser descoberta e ainda seja trivial o suficiente para virar assunto de ensino médio. Claro que não estou desincentivando, tem muita coisa nova por aí a ser desenvolvida, mãos à obra.
Enfim, mas fico feliz por ter recentemente voltado a dar um passo na direção certa. Torço pra que dê certo.
Eu costumava e ainda costumo ser saudavelmente sádico. Vou lhes confiar um antigo sonho que eu tinha.
Quando eu tive meus primeiros contatos com Pitágoras e esses outros pensadores da antigüidade, eu percebi como a memória deles sobreviveu depois de todos esse séculos. Comparando com outras figuras milenares que ficaram eternamente famosas pela sodomia (Herodes) ou promoção da violência (Átila), ou pelos dois (Alexandre, o Grande), decidi que a forma mais nobre de ser lembrado por milênios é a produção científica para o bem da humanidade.
Por isso, eu costumava sonhar em ser um cientista e um dia inventar/descobrir algo revolucionário, mas de propósito geral o bastante para dentro de algum tempo virar assunto de ensino médio. Então, um certo aluno preguiçoso, como qualquer um daqueles pertencentes a maioria, na véspera da prova final da última repescagem pra não ser reprovado, sente-se obrigado a finalmente abrir pra dar uma olhada no livro. De repente, ele vê meu nome lá no livro dizendo "Victor Hugo inventou esse negócio...". Então o aluno pragueja para si "Que filho da puta! Inventou essa parada só pra EU estudar". Se eu tivesse a onipresença e pudesse escutar o pensamento dele, eu regozijaria por dentro. Eu haveria chegado ao meu objetivo.
Linda história. Mas me desviei do caminho do meu sonho, já há algum tempo, por duas razões. A primeira é que eu notei que eu não tenho muita vocação pra cientista, pelo menos não do tipo que inventa/descobre algo revolucionário. O segundo é que hoje não existe tanta coisa revolucionária a ser descoberta e ainda seja trivial o suficiente para virar assunto de ensino médio. Claro que não estou desincentivando, tem muita coisa nova por aí a ser desenvolvida, mãos à obra.
Enfim, mas fico feliz por ter recentemente voltado a dar um passo na direção certa. Torço pra que dê certo.
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