Tem hora que você realmente perde o controle da situação. Antes de entrar em desespero, é recomendável se acalmar e retomar as rédeas. É muito forte o laço de tomar pra si a responsabilidade pela felicidade de alguém. A auto-consciência dos defeitos me faz achar que eu não sou apto para a tarefa. Em um mundo onde o sentido da vida é simplificado a uma busca por felicidade pessoal, me impressiona a ousadia das pessoas em carregar essa responsabilidade, sendo ela primordial, pois a gente está falando de um vida. O homem (espécie) é adorável nesse sentido, entretanto, inconsequente.
Não sei em que momento da história a felicidade virou o carro-chefe da civilização. Esse Elixir, dizem que por muito poucos provado, não tem um estado permanente na alma humana. Sempre somos absorvidos por um novo anseio, uma nova insatisfação. É uma conclusão tão simplista quanto a que devemos ser felizes. Tanto melhor, o mundo não tem tempo pra parar e rever seus conceitos, não mais.
Concluindo, felicidade pessoal é, independente da nobreza da busca, egoísta. Certamente não é algo para se repreender. Infelizmente no mundo, isso é muitas vezes o suficiente uma desculpa para destruir e magoar. Aquele velho papo do limite de cada um termina onde começa o do outro. O lado bom é que a maioria das pessoas ainda concorda intuitivamente que a felicidade deva ser compartilhada, o que faz o mundo um lugar, no final das contas, bom.
É requerido do leitor a capacidade de captar a intenção do autor em meio a um texto desconexo. Obviamente, isso abre margem pra todo tipo de interpretação, o que é bom.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
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