Há algum tempo atrás eu tinha convicção que a sanidade mental era um estado de consciência puramente controlável. Em outras palavras, você só ficava doido se você se deixasse. Hoje em dia, eu vejo que não é por aí. Infelizmente, eu até diria. Um pequeno abalo nas emoções te levam como um tolo a pensamentos e ações ilógicas. Juntamente com o efeito degradativo do tempo sobre o nosso sistema nervoso, acho inevitável a lucidez não se esvair (esvairir?) num certo momento do tempo. Algumas pessoas tem a sorte de se irem antes que esse processo começa, mais sorte tem ainda as que se vão lúcidas mesmo depois de muito tempo. Para estas, imagino se é produto de uma auto-disciplina e fixação à sua própria identidade, ou simplesmente uma sorte maior do que aqueles que chegam ao final da vida sem reconhecer seus pares. No entanto, e eu não sei dizer por que, nem me arrisco com qualquer teoria, nenhum efeito é tão devastador à longo prazo a lucidez como o conhecimento.
Bem, eu ainda torço pra que minha convicção do passado seja verdade. Apesar de a experiência de passar duas horas debaixo do Sol e ter surtos com outras perspectivas sugerir o contrário. 3º post, homenagem ao meu amigo Lucas.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
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http://bichinhosdejardim.com/fruto-proibido/
ResponderExcluirLembrei dessa tirinha, ao ler.