Eu acredito no determinismo. É meio contraditório continuar mesmo sabendo que existe algo por trás da sua cognição e decisões. Sua personalidade é um produto dos pequenos componentes que lhe compõe. É tudo mecânica quântica (ou qualquer outro sistema que o rege). Isso nos leva a alguma discussão existencial e/ou ética. Se alguém te dá um tiro, ele pode alegar que é culpa das suas moléculas, tudo culpa do meio. É uma bela desculpa pra se ausentar de responsabilidade pelos atos. No entanto, da mesma forma, podemos culpar o mesmo determinismo pela nossa ânsia de punir pelos atos que consideramos incorretos. Essa regra pode se estender facilmente pra toda a situação e nos justificar indefinidamente contra a realidade desoladora do determinismo, mas não seria uma auto-enganação? Apesar de a auto-enganação ironicamente poder ser justificada também da mesma forma apelativa, ainda sobra uma ponta de questão não-respondida. Será?
Aviso ao amigo Bolinha, que se a linha opinativa continuar a mesma, serei obrigado a censurá-lo em breve. E ainda digo pra botar na conta do determinismo.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
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