sábado, 12 de setembro de 2009

Versos livres

Só para pagar um promessa
Que eu devo ter feito sob efeito etílico
Dada minha revolta por este tipo de construção
Por não querer dizer nada uma linha abaixo de outra
Escrevo agora esses versos livres.
Ah, alemã, vós me pagais
Mas para respeitar a linguagem poética
Usei de uma metáfora anedótica a sua alcunha.
Outros não entendereis o que digo
Principalmente sob estas silepses,
Mas tal é minha discórdia quanto aos versos
Que não posso escrever sem queixar-me.
Com falta de clareza e desestrutura
Auto-referências e apontador recursivo, eu sigo,
Com figuras de linguagens para me justificar.
Mas como bom experimentador,
Testo minha hipótese a partir de breve,
De que a cada oito palavras que se seguem
Pode se adicionar uma nova linha
A clareza da construção continuaria a mesma
E terei motivo para gabar-me
A partir então do próximo verso então
Escrevo livremente e prosadamente sob tais regras e
Sobre o texto final aplicarei minha teoria e
Com esperança ela se mostrará válida. Ficaria orgulhoso
De ser tão confuso quanto Hofstadter e sua
Lei. Só mais a próxima frase e encerrarei
E por fim o resultado checarei, qual será
O modulo 8 que o derradeiro verso aguarda?
Isso é ironicamente uma dúvida para mim, mas
Uma mera questão de observação para o que
Lêem pacientemente a estes versos livres.

Um comentário:

  1. .

    o babado dos "oito" é alguma tática dos que tem preguiça de ritmar as palavras conscientemente?o.O'

    creio que devo prestar mais atenção em minhas próximas postagens...-.-'

    no mais, está satisfatório! Creio que uma certa "pessoa alemã" lhe fez um grande bem!:}

    claro que fica a idéia de que:
    desestruturar-se faz parte da vida!
    faz bem aos olhos e ao coração!xD

    além do que...
    a estética condiz mais com o título deste blog!

    hahaha...gostei-lo!^^

    duplamente 'agradecida'!;P

    chato²³!xP

    .

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