quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sonhos

Não relativo ao sono, é claro.
Eu costumava e ainda costumo ser saudavelmente sádico. Vou lhes confiar um antigo sonho que eu tinha.
Quando eu tive meus primeiros contatos com Pitágoras e esses outros pensadores da antigüidade, eu percebi como a memória deles sobreviveu depois de todos esse séculos. Comparando com outras figuras milenares que ficaram eternamente famosas pela sodomia (Herodes) ou promoção da violência (Átila), ou pelos dois (Alexandre, o Grande), decidi que a forma mais nobre de ser lembrado por milênios é a produção científica para o bem da humanidade.
Por isso, eu costumava sonhar em ser um cientista e um dia inventar/descobrir algo revolucionário, mas de propósito geral o bastante para dentro de algum tempo virar assunto de ensino médio. Então, um certo aluno preguiçoso, como qualquer um daqueles pertencentes a maioria, na véspera da prova final da última repescagem pra não ser reprovado, sente-se obrigado a finalmente abrir pra dar uma olhada no livro. De repente, ele vê meu nome lá no livro dizendo "Victor Hugo inventou esse negócio...". Então o aluno pragueja para si "Que filho da puta! Inventou essa parada só pra EU estudar". Se eu tivesse a onipresença e pudesse escutar o pensamento dele, eu regozijaria por dentro. Eu haveria chegado ao meu objetivo.

Linda história. Mas me desviei do caminho do meu sonho, já há algum tempo, por duas razões. A primeira é que eu notei que eu não tenho muita vocação pra cientista, pelo menos não do tipo que inventa/descobre algo revolucionário. O segundo é que hoje não existe tanta coisa revolucionária a ser descoberta e ainda seja trivial o suficiente para virar assunto de ensino médio. Claro que não estou desincentivando, tem muita coisa nova por aí a ser desenvolvida, mãos à obra.
Enfim, mas fico feliz por ter recentemente voltado a dar um passo na direção certa. Torço pra que dê certo.

3 comentários:

  1. Continuar o caminho...
    Tem coisa melhor que isso?
    =)

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  2. Não existem descobertas significantes? ¬¬

    David Hume, no Ensaio Acerca do Entendimento Humano, sugere que o fato de não haver novas descobertas de forma constante não deve ser desestimulante para os pesquisadores, e sim o contrário. Logo no comecinho, vou tentar um link pra tu.

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  3. http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/hume.html

    Tá na primeira seção, acho.

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