Eu sustento a opinião que a publicidade é uma entidade cansada. Por mais inovadora, moderna e vanguardista que pareça uma campanha publicitária, ela se baseia nos mesmos preceitos há milhões de anos. Falar bem do que se deseja vender e se fazer notado. Uns perguntarão "sim, mas qual é o problema?". Possivelmente nenhum. Eu simplesmente estou cansado da mesma coisa. A questão me parece tão notável que não passou desapercebida.Enquanto eu não discordo de que uma campanha publicitária deva atingir de fato um nível de notabilidade. No entanto, chego pedantemente a discordar da autopromoção como mecanismo básico ou vital de uma campanha de sucesso. Pedantemente porque não sou da profissional, atuante ou simpatizante da área, mas sim um entusiasta da descrição de sistemas. É preciso também atentar para a diferença de conceitos entre divulgação e autopromoção, onde a primeira se refere ao fazer ouvir-se e a segunda ao realçar as próprias qualidades. Me referi portanto somente a falta de modéstia daqueles que anunciam.
A autopromoção, por assim dizer, sempre me soou como a coisa mais cínica do mundo, mas de fato ela funciona. Para muitos casos sim, já para outros, é questionável. Se eu vejo a propaganda de um tênis na TV, eu escuto eles dizendo o mesmo discurso "esse aqui é o melhor". O nome da marca ficará gravado na minha mente e eu lembrarei dela quando for comprar meu tênis. Obviamente eu vou preferir ela a uma que eu nunca tenha ouvido falar, assim que a mente humana parece funcionar, vai-se entender por que. Eu me conheço o suficiente para detectar, no entanto, que a minha escolha não teve relação alguma com o fato de eles terem se declarado melhores, mas sim com o fato de eu ter ouvido falar da marca. Digo mais até. Você cria involuntariamente uma espécie de laço afetivo a essa entidade. Discorrerei mais tarde sobre o tema e anoto aqui algumas palavras chaves para poder recuperar a linha de raciocínio quando em um próximo texto eu continuar desenvolvendo minha argumentação: prestar satisfação; sarcasmo; publicidade direcionada; grupos sociais; autoflagelação e sugestionabilidade; experimento.
Acompanhem os próximo episódios desta série, você pode ser um dos primeiros a ler sobre a nova Propaganda.
Aproveitando o mesmo espaço físico, mas mudando totalmente de assunto. Sou um defensor do uso correto da língua portuguesa, mas discordo das regras vigentes de colocação de pronomes oblíquos átonos. Acho que são de um péssimo apelo estético. Enquanto uma mesóclise é, às vezes, muito agradável de ser escrita, pronunciada ou lida, em nem todo caso onde ela é obrigatória ela assim o é. O mesmo eu posso dizer sobre a maioria das ênclises, que seriam bem melhor reescritas como próclises, se aproximando da nossa forma de falar. A mensagem é: livre escolha para a colocação do pronome oblíquo átono!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
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ResponderExcluirprimeiramente, devo dizer que o sistema capitalista, se não discorda, ignora sua opnião e seu desgosto. Ele gosta mesmo é das massas consumidoras!=}
e divulgar e autopromover adquirem quase que significado único quando falamos em publicidade! "tornar público", divulgar, concorrer com as outras marcas! se o sistema não funcionasse deste jeito, não teria porque a publicidade existir!
ah, e a questão do "laço emotivo" com as marcas é realmente muito interessante, sugiro a revista veja de junho que fala sobre a marca bombril!xD
no mais, os pronomes oblíquos átonos que me perdoem mas não sei por onde eles andam nem de onde vieram! prefiro os verbos, as aspas e os neologismos!=X
Cara, você me diverte!^^
e não poderia faltar...
texto satisfatório!xP
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